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Conferencistas

Maria Ojala

Maria Ojala

Universidade de Oulu (Finlândia)

Terry Hartig

Terry Hartig

Universidade de Uppsala (Suécia)

Maria Ojala

Maria Ojala

Universidade de Oulu (Finlândia)

Maria Ojala é professora catedrática de Resiliência Socioecológica na Universidade de Oulu (Finlândia) e professora associada de Psicologia na Universidade de Örebro (Suécia). Estudou Psicologia na Universidade de Lund e doutorou-se na Universidade de Örebro com uma tese sobre a esperança e a preocupação dos jovens perante os problemas ambientais globais. Depois de um pós-doutoramento em Örebro, foi professora auxiliar no Departamento de Educação da Universidade de Uppsala. Regressou depois a Örebro como professora associada, onde codirigiu o Centro de Ciências Sociais do Ambiente e da Sustentabilidade (CESSS). Atualmente integra o programa de investigação FRONT (Frontiers of Arctic and Global Resilience) da Universidade de Oulu. Aí lidera o grupo de investigação SERSus e coordena projetos sobre o papel da preocupação climática na vida e na aprendizagem dos jovens e sobre a sua confiança na ciência do clima.

Ao longo da sua carreira, combinou abordagens quantitativas, qualitativas e teóricas. Começou por estudar os valores, as emoções e a ambivalência dos jovens face a comportamentos como a reciclagem ou a poupança de energia em casa. Centrou-se depois na forma como crianças e adolescentes lidam com as alterações climáticas e no papel da comunicação com a família, os amigos e os professores. Mais tarde, levou esta linha de trabalho para o campo educativo, onde desenvolveu o conceito de “consciência emocional crítica” para a educação climática. Investigou também a forma como os jovens gerem as tensões entre os seus valores e um quotidiano pouco sustentável. Liderou projetos financiados pelos três conselhos de investigação suecos e faz parte do conselho editorial do Journal of Environmental Psychology. O seu trabalho teve eco em meios como The New York Times, Wired, Die Zeit ou a BBC.

Nos últimos anos, os seus contributos mais destacados são estudos longitudinais e de coorte sobre a preocupação climática e os padrões de coping na adolescência, e a sua relação com o bem-estar, a ação pró-ambiental e a responsabilidade moral. Destacam-se também uma influente revisão sobre a esperança e o envolvimento climático, a sua participação num estudo sobre ansiedade climática em 32 países e novos trabalhos sobre como ensinar questões controversas de sustentabilidade.

Terry Hartig

Terry Hartig

Universidade de Uppsala (Suécia)

Terry Hartig é professor catedrático de Psicologia Ambiental no Instituto de Investigação sobre Habitação e Urbanismo (IBF) e no Departamento de Psicologia da Universidade de Uppsala (Suécia). Formou-se na Universidade da Califórnia. Licenciou-se em Santa Cruz e doutorou-se em ecologia social em Irvine, com uma tese que testava a teoria dos ambientes restauradores. Concluiu depois, em Berkeley, um mestrado em saúde pública e um pós-doutoramento em epidemiologia social, antes de ingressar na Universidade de Uppsala. Aí acrescentou à sua investigação o contexto residencial da saúde. Para além do seu trabalho no IBF e em Psicologia, é um dos impulsionadores da Colaboração Lineana para o Estudo da Natureza, da Saúde e da Sustentabilidade, que trabalha em conjunto com os Jardins Lineanos de Uppsala.

Ao longo da sua carreira, integrou a psicologia ambiental, a ecologia social e a epidemiologia social no estudo dos ambientes restauradores. Estes são os lugares que nos permitem recuperar do desgaste psicológico do dia a dia, como a casa, o bairro ou os espaços naturais. Contribuiu para a teoria e os métodos deste campo, incluindo a Escala de Restauração Percebida. Investigou a relação entre habitação, residência e saúde, bem como os fenómenos de restauração coletiva à escala populacional. Estudou também as atitudes face à natureza e à proteção ambiental. Os seus métodos vão desde experiências laboratoriais e de campo até grandes inquéritos e estudos de séries temporais. Mais tarde, alargou o seu trabalho às intervenções de mindfulness em contextos naturais e aos mecanismos que ligam os espaços verdes e a biodiversidade à saúde. Em 2025, a Universidade de Uppsala atribuiu-lhe a Medalha Lineu pelo seu percurso.

Nos últimos anos, os seus contributos mais destacados são o quadro teórico da “resiliência biopsicossocial baseada na natureza” e o programa de investigação concebido para o testar. Destacam-se também os seus estudos sobre a fauna selvagem e a restauração psicológica e os seus ensaios aleatorizados de intervenções baseadas na natureza para o stress e a ansiedade. A isto juntam-se os seus contributos para revisões e orientações metodológicas sobre espaços verdes, saúde e solidão.